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terça-feira, 21 de julho de 2015

A diferença entre um político sério e atuante e um político perseguidor e meia boca

Texto: Elvécio Andrade

Apesar de saber que é até covardia fazer esse tipo de comparação, não resisti e farei uma análise sucinta das atuações do atual prefeito Luciano Pereira (DEM) como deputado estadual por dois mandatos e do conselheiro aposentado Enivaldo dos Anjos (PSD), atualmente ocupando uma cadeira no legislativo estadual.
Enivaldo dos Anjos: destaque pela sua atuação

No caso do Luciano Pereira, os seus dois mandatos passaram em brancas nuvens. Não fez nada de útil para o Estado, não trouxe nenhum benefício para o município e ficou quase oito anos totalmente apagado. Enfim, foi um deputado medíocre, sem qualquer destaque. Um zero à esquerda.

A única coisa que o então deputado Luciano Pereira soube fazer, e bem, foi trabalhar contra seu próprio município. Inclusive chegou a falar na emissora de rádio de sua família pra todo mundo ouvir, que enquanto Waldeles Cavalcante fosse prefeito, nem uma moeda de um centavo seria destinada ao município.

Pelo menos isso ele cumpriu. E não era tão difícil cumprir, pois se quisesse fazer alguma
Luciano Pereira: atuação apagada e improbidade
coisa para o município ele não teria capacidade para isso, já que não tinha nenhum prestígio político. Como sabia que seria sempre um deputado meia boca, usou como estratégia a perseguição política e a forma mais fácil foi trabalhar contra o próprio município e o povo que o elegeu.

Isso sem contar que fez a festa na Assembleia Legislativa, praticando o já manjado ato ilícito de contratar servidores fantasmas, além de praticar “Rachid”. Em virtude dessa atuação criminosa, ele teve mais de R$ 100.000,00 bloqueados pela justiça e responde a um processo por improbidade administrativa que, não se sabe por que cargas d’água, não anda nem a troco de rezas bravas e continua dormindo na gaveta de um juiz qualquer, aguardando uma resposta à sociedade.

Por outro lado, o deputado estadual Enivaldo dos Anjos, como já era de se esperar, vem se destacando cada dia mais até nacionalmente com sua atuação em prol da sociedade, principalmente aqueles que são explorados por tantas máfias espalhadas por esse Estado afora.

Corajoso, ele tornou pública a existência de uma máfia que explorava o guincho em todo Estado e que lesava na maior cara dura os motoristas já tão sofridos com tantos impostos e combustível caro. Teve coragem para presidir uma CPI e enfrentar cara a cara os cabeças dessa máfia, em sua maioria policiais aposentados.

Preside também a CPI do Pó Preto e a CPI da Sonegação. Enfim, tem coragem suficiente para atuar em defesa do povo, defender os anseios da sociedade tão sacrificada e refém de desmandos originados de todas as partes, principalmente – e por que não dizer – com mais ferocidade do poder público.

E tudo isso sem se esquecer do seu município e dos demais municípios do Espírito Santo, já que inúmeros projetos de sua autoria visam melhorias para todas as regiões. Uma atuação voltada para a defesa do Estado, da sociedade e do patrimônio público principalmente.

Uma atuação que orgulha quem ajudou a elegê-lo e que desperta a atenção daqueles que por um motivo ou outro não lhe deram o voto, mas que a partir de agora passam a admirá-lo e reconhecê-lo como um verdadeiro representante do povo, exemplo que deveria ser seguido por todos aqueles que se lançam na vida política e que depois de eleitos se distanciam do povo e passam a defender interesses próprios.

Quanto ao ex-deputado Luciano Pereira, continua na vida política, fazendo suas atrapalhadas homéricas, dando exemplo de como não se deve administrar um município. Em suma, ele segue adiante, fazendo na vida pública o que fazia na privada.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O Brasil está vivendo um grande apagão moral

Povo brasileiro não analisa o candidato em quem vai votar
Texto: Elvécio Andrade

A situação está complicada no Brasil. Enquanto todos se voltam contra o PT, que acabou se envolvendo num grande esquema de corrupção e os envolvidos têm que ser punidos mesmo, denúncias e mais denúncias vão pipocando a todo instante envolvendo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), José Agripino (DEM), Collor de Melo (PTB), Aécio Neves (PSDB), que fez um governo trans-parente em Minas Gerais (todos corruptos de carteirinha) e vários outros que ainda surgirão, que sequer são citados na grande imprensa, principalmente pela rede mais corrupta do país: Rede Globo de Televisão.

E o pior de tudo é que se observa uma espécie de lavagem cerebral coletiva, em que as pessoas, dominadas por um ódio ao partido que ora se encontra no poder, não aceitam que os demais partidos têm corruptos na mesma proporção.

É como se os erros praticados pelo PT fossem capazes de isentar todos os erros, todos os atos de corrupção praticados pelos demais partidos. Pessoas estão se deixando levar por propagandas fascistas orquestradas por políticos que foram derrotados e querem a todo custo tomar o poder por meio de um golpe.

Estamos vivendo um verdadeiro apagão moral. E a culpa disso não é apenas dos políticos. O principal culpado de tanta corrupção é uma significativa parcela do povo brasileiro, que vota por interesse próprio, por um pequeno favor, que não procura saber a vida pregressa do candidato.

Aliás, mesmo sabendo, vota assim mesmo. Vejam quantos políticos bandidos retornaram a Brasília nas últimas eleições.

Não é preciso ir muito longe para ter conhecimento da incoerência do povo brasileiro. Em Barra de São Francisco/ES tivemos um exemplo claro de que algumas pessoas não têm a mínima moral para reclamar de políticos corruptos.

Um conhecido político corrupto da cidade, que tem por hábito pintar o bigode, foi candidato mesmo sabendo que era ficha suja e que nem poderia votar nele próprio, pois se encontra com os direitos políticos cassados por corrupção, teve seguidores apaixonados e chegou até a ter uma boa votação.

Felizmente a Justiça Eleitoral zerou essa votação e quem votou no corrupto, jogou o voto no lixo e está até hoje procurando saber onde foi parar o voto depositado nas urnas.

É esse mesmo tipo de eleitor irresponsável que grita contra a corrupção que assola o país. Não entende que o político é o reflexo do eleitor. Se você votar em pessoas honestas, terá representante honesto. Mas se votar em ladrão, corrupto, safado, terá um representante dessa categoria.

Vamos lutar contra a corrupção. Esse é um dever de todos nós. Mas vamos lutar contra todos os corruptos. Mesmo porque, corrupto é corrupto, seja de que partido for. E merece ser erradicado da política.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Município sofre com abandono e prefeito comemora aumento na venda de medicamentos

Texto: Elvécio Andrade

Aumento de venda de remédios é problema e não solução
Uma nuvem negra toma aos poucos o céu de Barra de São Francisco/ES e as reclamações se multiplicam. Há um ano e dois meses o município está sem um prefeito, já que a eventual ocupante da prefeitura municipal até o exato momento não começou a administrar e perde o seu tempo com perseguições infantis a adversários e com mentiras na emissora de rádio de sua propriedade.

Um dos principais prejudicados pela falta de uma administração efetiva é o comércio local, que durante a administração de Waldeles Cavalcante experimentou um crescimento tão grande, a ponto de despertar interesse de grandes lojas que para cá vieram. Na atual administração o comércio está capengando e a cada dia afunda mais.

Empresários que para cá vieram na administração passada proporcionando desenvolvimento e geração de empregos, desiludidos com a péssima administração do atual prefeito jogaram a toalha, colocaram a viola no saco e foram cantar em outra freguesia.

Nem os empresários locais, alguns tradicionais, suportaram a administração ruim. Vários sucumbiram à inoperância do executivo local e fecharam suas portas, contribuindo ainda mais para o desemprego generalizado que tomou conta da cidade. Dentre os tradicionais estão a Auto Peças Natalino e O Lajotão. Ambos fecharam suas portas depois de vários anos atendendo bem a população local.

Mesmo diante de tanto fracasso, o atual prefeito - que coleciona em sua lista de perseguições o não pagamento de servidores que atuavam na administração passada, e bloqueio dos recursos enviados pelo governo Federal destinados ao Abrigo de Velhos e à Apae – continua mentindo aos sábados em sua emissora de rádio, tentando passar para a população que o município vive momentos de progresso e tranquilidade.

A única coisa que ele conseguiu foi implantar uma administração cuja marca é a perseguição a adversários, falta de atendimentos aos diversos segmentos municipais, principalmente a saúde, e a mentira semanal na emissora de rádio da família. Com isso conseguiu um fato inédito: ao contrário dos outros administradores que só sofreram desgaste no final do mandato, ele já iniciou a administração desgastado pela sua forma arcaica e rancorosa de administrar, que alguns antigos equiparam à do Joaquim Alves de Souza.

O interior do município que sempre teve atenção especial dos ex-prefeitos está tão abandonado, que em Rio do Campo, no Distrito de Monte Sinai, produtores rurais cansados de esperar que a prefeitura patrolasse as estradas em vão, se uniram e pagaram do próprio bolso as horas de trator.

E o pior é que não existe falta de maquinário. Tanto o governo estadual como o federal enviaram para Barra de São Francisco várias máquinas. O que existe na realidade é pirraça por parte do menino mimado que insiste em brincar de prefeito municipal, prejudicando pessoas sérias que sempre deram tudo pelo município e não merecem ser tratadas dessa forma por uma pessoa que não está preparada para um cargo de tamanha responsabilidade.

O desespero do atual prefeito, que vem se destacando por fazer uma administração estilo Titanic é tanto, que no sábado, 08 de março de 2.014, como sempre faz, despejou pelos microfones de sua emissora uma enxurrada de mentiras, chegando ao ponto de dizer que vários comerciantes lhe confidenciaram que o comércio francisquense está ótimo e caminhando de vento em popa. Mas não é isso que se ouve por aí.

Segundo ele, um dono de farmácia todo eufórico lhe disse que desde sua posse como prefeito, que nunca vendeu tanto remédio como está vendendo agora. Pelo menos uma verdade em um turbilhão de mentiras. Mas o prefeito se esqueceu de dizer que também a clientela das oficinas mecânicas cresceu assustadoramente, pois há mais de um ano que ele não faz nada para melhorar as estradas e ruas do município.

Ao tomar posse sua primeira providência foi acabar com a área de saúde. Deixou de fornecer medicamentos importantes para pacientes carentes, fechou postos de saúde, acabou com fornecimento de exames necessários e qualquer atendimento só se consegue se a pessoa tiver um bilhetinho de alguém ligado a ele. O povo está à míngua na atual administração e pede socorro.

Isso está proporcionando o aparecimento de defensores populares, ocupando espaço que deveria pertencer aos vereadores, que em tese são os representantes do povo, mas que em Barra de São Francisco, com raríssimas e honrosas exceções, estão ao lado do Executivo, fingindo não ver que o povo está sendo pisoteado em seus direitos e massacrado em seus anseios e pretensões.

Quando alguém necessita de atendimento na saúde e não tem acesso aos bilhetinhos da vergonha, só consegue por meio de liminares. O atendimento na área de saúde não mais existe da forma que era antes no município francisquense. É grande o número de pessoas que reclamam e dizem que na administração de Waldeles eram felizes e não sabiam.

Em vista disso, não entendo o motivo da euforia do atual prefeito, pois nada mais normal que se registrar um crescimento acentuado nas vendas de remédios e consertos de veículos danificados por ruas e estradas esburacadas. Isso é o termômetro indicativo de que a atual administração vai de mal a pior. Mas, para o prefeito, isso é motivo de comemoração em sua emissora de rádio.


Que Deus tenha piedade do povo francisquense durante esses anos de trevas que tomam conta do município.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Fotógrafo é impedido de cobrir reunião entre prefeito e governador

Texto: Elvécio Andrade

Leio assustado a informação de que um site de notícias de Barra de São Francisco/ES, foi barrado de entrar em uma reunião entre o governador do Estado, Renato Casagrande (PSB) e o prefeito Luciano Pereira (DEM), em uma das salas do antigo Colégio Santa Teresinha, onde atualmente funcionam vários órgãos da prefeitura.

Governador Renato Casagrande chega à cidade
De acordo com a informação, depois de percorrer os locais mais prejudicados pelas últimas enchentes, o governador e o prefeito se reuniram para tratar das providências a serem tomadas para amenizar a situação catastrófica do município.

Como se trata de assunto de interesse de todos os cidadãos francisquenses, nada mais normal que a imprensa acompanhar de perto os acontecimentos, para manter o povo bem informado. Ainda mais que nessa reunião possivelmente um dos assuntos seria a discussão de projetos para liberação de recursos a serem aplicados na recuperação dos diversos estragos.

De acordo com o site, um assessor do prefeito impediu o fotógrafo de entrar, afirmando que a reunião era só entre autoridades, mas ao mesmo tempo franqueou a presença de fotógrafos da Polícia Militar e da Prefeitura Municipal. Mesmo o fotógrafo do site protestando contra a discriminação, o assessor não cedeu.

Bem. Esse tipo de comportamento nos deixa preocupados e com algumas perguntas: O que têm o governador e o prefeito a esconder da população? Se a reunião tratava, dentre outras coisas, de medidas para recuperação dos estragos causados, por que a população não pode saber de detalhes? Por que as assessorias da Polícia Militar e da Prefeitura Municipal, que não representam a imprensa, podiam participar e a imprensa, órgão que representa o povo, não?

É de conhecimento geral que as tragédias naturais permitem que, a partir da declaração de uma situação de emergência ou de calamidade por estados ou municípios, o Poder Público dispense a licitação para a compra de produtos ou a contratação de serviços emergenciais.

Para a Polícia Federal e a CGU (Controladoria-Geral da União), apesar de necessária, essa norma acaba facilitando o desvio de dinheiro público, prática que pode ser contornada com a ajuda da própria população. E é justamente por saber da importância da população no controle da aplicação desses recursos, que não dá para entender por qual motivo um representante da imprensa é impedido de cobrir uma reunião em que se trata justamente dos destinos do município praticamente destruído pelas enchentes.

Apesar da existência da Lei nº 12.608/12, que instituiu a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, afirmar que os administradores municipais, a despeito de serem dispensados de fazer licitação, precisam apresentar à União "a prestação de contas do total dos recursos recebidos", além de guardar por cinco anos toda a prestação de contas, tornando-a disponível ao Tribunal de Contas da União, se necessário, isso ainda é muito pouco e os resultados positivos só podem ser colhidos com a participação popular.

A imprensa é parte legítima para acompanhar acontecimentos que estejam diretamente ligados aos interesses da população, mesmo porque, num país como o Brasil, os governantes não são nem um pouco confiáveis. E se tornam ainda menos confiáveis, quando em total afronta à democracia, impedem a entrada de um órgão de imprensa em uma reunião que deveria ser realizada em local público, na presença de toda população, para mostrar transparência.

Nota zero para o governador do Estado, para o prefeito de Barra de São Francisco e sua assessoria, por demonstrarem desrespeito ao sofrimento do povo francisquense e tornar secreta uma reunião que deveria ser transmitida ao vivo por emissoras de rádio, para que nunca paire no ar a desconfiança de que coisas erradas estão sendo tratadas pelas costas do povo e ao arrepio da lei.

A imprensa não vai se calar e continuará procurando descobrir o que realmente está se passando com nossas autoridades, pois o seu compromisso é com a verdade e não com armações e conspirações. Cabe também ao povo francisquense ficar de olhos abertos e procurar fiscalizar cada ação, por menor que seja, pois dessa fiscalização, dependerá o futuro do município.


Por outro lado, se tudo não passou de um ato de incompetência ou despreparo do assessor, que na pressa de agradar seu chefe acabou cometendo esse absurdo, o prefeito precisa ficar atento ao tipo de assessoria que contrata e sempre lembar que o segredo do resultado positivo é a eterna vigilância.