Marcos Mion foi processado...
O Brasil, desde a sua descoberta, já teve que conviver com inúmeros problemas internos, muitos dos quais penalizaram a população brasileira, colocando o povo em situação de verdadeiro domínio do medo, sem direito sequer de ter opinião sobre os acontecimentos do dia a dia.

De todos os problemas enfrentados pela Nação, os dois mais marcantes foram a ditadura Vargas e a ditadura Militar, responsáveis, cada um em sua época, pela destruição de vidas e sonhos de muitos brasileiros inocentes, para satisfazer a ganância dos ditadores pelo poder.

A ditadura Vargas teve início sob alegação de conter o “perigo vermelho”. Na ocasião o presidente Getúlio Vargas declarou estado de sítio, seguido pela declaração de estado de guerra, em que todos os direitos civis foram suspensos e todos aqueles considerados “uma ameaça à paz nacional” passaram a ser perseguidos ferozmente.

Com plenos poderes outorgados pela nova Constituição, Getúlio Vargas dissolveu o Congresso Nacional, destituiu os governadores dos estados substituindo-os por novos interventores, extinguiu as bandeiras, armas, hinos e escudos estaduais, proibiu as greves, liquidou a independência dos sindicatos; perseguiu, prendeu e torturou pessoas inocentes e políticos contrários sem que houvesse qualquer controle por parte das instituições ou da sociedade.

... Nany People o apoia
Bem pior foi a ditadura militar, que durou de 1.964 a 1.985. Esse período da historia brasileira foi uma nuvem negra que se abateu sobre a nação, quando militares, em nome da defesa do país e da luta contra o comunismo, praticaram os crimes mais absurdos, cercearam direitos fundamentais, mataram e desapareceram com inúmeras lideranças políticas e estudantis e deixaram um legado de autoritarismo e morte até hoje lembrado e temido pelos brasileiros que conviveram com o terrível inverno militar que se abateu sobre a nação.

Agora, depois de tantas lutas, tantas vidas perdidas e tanto sofrimento para que o povo voltasse a ter direito de pensar, expressar o seu pensamento, enfim, ter liberdade de expressão, uma nova ameaça toma conta do país, com a possibilidade de aprovação da lei anti-homofobia, que na verdade é uma lei da mordaça disfarçada, com objetivo de impedir o cidadão de ter suas próprias convicções.

Antes mesmo de a lei existir, a sua conseqüência negativa já começa a ser sentida. Recentemente, entidades do movimento gay reclamaram de comentários que Marcos Mion, apresentador do Legendários, da Record, fez durante entrevista com o drag queen Nany People. Na oportunidade, Marcos Mion disse que Nany People "tem surpresinha" e perguntou "o que ele faz com o pacote" na hora do banho.

Por esse inocente comentário, o apresentador e a emissora onde trabalha estão sendo processados por homofobia. Não consigo entender onde está a ofensa nessa brincadeira, se até mesmo Nany People, assim que tomou conhecimento, partiu em defesa do apresentador, o que me leva a crer que certamente esse seja um dos poucos casos onde existe um processo e a vítima sai em defesa do acusado.

Em que pese o meu respeito aos homossexuais e o repúdio ao preconceito contra a classe, noto que absurdos estão acontecendo a cada dia. A impressão que se tem é de que uma espécie de ditadura gay está tentando calar os meios de comunicação. Espero estar enganado, pois “a ditadura é, por assim dizer, a fonte de todos os males sociais”.

Parece até que a luta contra a homofobia – que é muito justa – está sendo desvirtuada. O temor é de que ao invés de lutar pela erradicação da discriminação, alguns setores estejam procurando colocar o homossexual num pedestal, em situação jurídica diferenciada dos demais cidadãos.

Se isso prevalecer, no futuro teremos que conviver com prioridade para os gays nas filas dos bancos, correios, supermercados, padarias, paradas de ônibus, hospitais, teatros, tal qual já acontece com idosos, crianças, gestantes, dentre outros.

No país já existe lei que pune a discriminação e o preconceito, que está em plena vigência. Também existe o Código Penal Brasileiro para punir todo e qualquer tipo de violência e homicídios contra o cidadão, não existindo nenhuma necessidade de mais uma lei, cuja especificidade poderá colocar em risco o direito de manifestação do cidadão e a liberdade de expressão a duras penas conquistada.

Entretanto, caso essa lei seja aprovada, só restará ao cidadão se curvar diante dela, mesmo porque, parafraseando Luiz Vaz de Camões em seu Os Lusíadas, “cessa tudo que a antiga musa canta que outro valor mais alto se alevanta”.